quinta-feira, 15 de maio de 2014

Dilma assina compromissos por trabalho de qualidade na Copa


A presidente Dilma Rousseff vai assinar nesta quinta-feira (15), a menos de um mês da Copa do Mundo, dois documentos que representam compromisso do governo em favor de empregos que respeitem direitos do trabalhador durante o mundial.

O Compromisso Nacional para Aperfeiçoar as Condições de Trabalho na Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014 e o Compromisso Nacional pelo Emprego e Trabalho Decente na Copa do Mundo  da Fifa Brasil 2014 serão assinados em cerimônia no Palácio do Planalto. Além de Dilma, vão participar os ministros do Trabalho e Emprego e da Secretaria Geral, Manoel Dias e Gilberto Carvalho, que coordenaram a elaboração dos documentos.

De acordo com a Secretaria Geral da Presidência, os dois documentos têm a finalidade de orientar as ações do governo e de instituições como centrais sindicais para garantir o cumprimento de normas e acordos trabalhistas, além de promover condições de segurança, saúde, inclusão laboral e de qualificação do trabalhador.

O Compromisso Nacional pelo Emprego e Trabalho Decente na Copa prevê, por exemplo, o "respeito aos direitos fundamentais" no trabalho estabelecidos na Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Prevê também que quem subscrever o compromisso deverá "tomar todas as medidas que estiverem no âmbito de sua competência "para prevenir e impedir o uso do trabalho forçado e do trabalho infantil, além do tráfico de pessoas para exploração sexual e laboral ou na produção de bens e serviços relacionados à Copa".

O texto fala ainda em impedir a exploração sexual de crianças e adolescentes nas sedes da Copas, suas imediações e locais com maior concentração de turista.

O documento prevê também o incentivo a atividades de cooperativas de economia solidária, oferta de cursos de capacitação voltados para oportunidades locais e iniciativas para transformar parte dos empregos temporários criados na Copa em vagas permanentes e formais, sobretudo para jovens, mulheres, negros e pessoas com deficiência, "públicos mais atingidos pelo trabalho irregular".

Podem assinar o compromisso órgãos e entidades públicas, organizações empresariais, organizações sindicais, empresas e organizações da sociedade civil que tenham atividades ligadas, direta e indiretamente, com a realização do mundial.

O documento, no entanto, não estabelece como as medidas devem ser implementadas.

Já o Compromisso Nacional para Aperfeiçoar as Condições de Trabalho na Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014 é voltado para os trabalhadores do setor de turismo e hospitalidade, estimados em mais de um milhão de pessoas nas áreas de hotelaria e alimentação nas cidades da Copa, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.

Prevê pontos semelhantes ao primeiro, tais como cumprimento de normas e acordos trabalhistas e ações para a inclusão de mulheres, negros, jovens, migrantes e pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

Também determina o combate ao trabalho forçado infantil, ao tráfico de pessoas, bem como à exploração  sexual de crianças e adolescentes, por meio de campanhas para coibir essas práticas.

Serão criados comitês locais para para divulgar e implementar as diretrizes do compromisso, além de mediar eventuais conflitos relativos às questões de trabalho durante a Copa. A adesão será voluntária e terá vigência até o dia 31 de agosto de 2014.

O compromisso é resultado de oficinas realizadas em oito cidades sede em parceria com governos estaduais e municipais, instituições públicas e atores sociais, com o apoio da OIT.

Cerimônia
Os dois documentos serão assinados nesta quinta-feira (15) no Palácio do Planalto, com a presença da presidente Dilma Rousseff. Durante a solenidade, será instalada oficialmente a Mesa Nacional Permanente para o Aperfeiçoamento das Condições de Trabalho no Setor de Turismo e Hospitalidade. A mesa será formada por representantes do governo, dos trabalhadores e dos empregadores e servirá para firmar, acompanhar e avaliar os compromissos nacionais relacionados ao setor.

Fonte: G1

terça-feira, 13 de maio de 2014

MTE divulga balanço do trabalho escravo em 2013


Número recorde de ações indica crescimento significativo do trabalho escravo no meio urbano que superou 50% do total de resgates

Brasília, 13/05/2014 – O Ministério do Trabalho e Emprego realizou um recorde em ações fiscais e resgatou em 2013 um total de 2.063 trabalhadores de situação análoga a de escravo, num total de 179 operações realizadas em todo país.

Segundo a Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo (Detrae), da Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (SIT/MTE) foram alcançados pela fiscalização do órgão 27.701 trabalhadores, formalizados ou não, sendo que do total de resgatados 1.068 estavam no meio urbano, o que equivale, pela primeira vez no histórico das ações fiscais, um número acima de 50% do total de trabalhadores resgatados.

As autuações do Ministério do Trabalho e Emprego resultaram em mais de R$ 8 milhões pagos a título de verbas rescisórias e foram lavrados 4.327 autos de infração em face das irregularidades encontradas. Para o chefe da fiscalização da Detrae, Alexandre Lyra, o Brasil é referência no enfrentamento do trabalho escravo e o MTE vem a cada ano aumentando o número de propriedades fiscalizadas. Somente no ano passado foram 300 empregadores fiscalizados. “Em 2013, mais de 50% dos trabalhadores identificados em condições análogos as de escravo vieram do meio urbano. Esse número mostra que o uso de mão de obra análoga a de escravo tem se intensificado no meio urbano, onde temos aumentado as demandas, mas sem se afastar do meio rural, onde já temos um histórico de enfrentamento”, avaliou.

Dados – Esses números são decorrentes das ações de fiscalização das equipes do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), diretamente vinculadas à Detrae e também da atuação dos auditores fiscais do Trabalho lotados nas Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego (SRTE) em todo país. De acordo com os dados divulgados pela Divisão de Fiscalização, das cinco ações fiscais que encontraram as maiores quantidades de trabalhadores em condições análogas às de escravo, quatro foram de caráter urbano. Os quadros a seguir demonstram os resultados da fiscalização em 2013:

POSIÇÃO
ESTADO
MUNICÍPIO
ATIVIDADE
QUANTIDADE
MG
Conceição do Mato Dentro
Construção Civil
173
SP
Guarulhos
Construção Civil
111
RJ
Rio de Janeiro
Alimentação
93
CE
Granja
Coleta da palha da carnaúba
85
GO
Itaberaí
Construção Civil
70

Os cinco estados em que mais ocorreram ações fiscais do Grupo Especial de Fiscalização (GEFM) e SRTE são:

POSIÇÃO
ESTADO
AÇÕES FISCAIS
GEFM
SRTE
PARA
68
62
6
MATO GROSSO
30
15
15
SÃO PAULO
26
03
23
MINAS GERAIS
25
0
25
GOIAS
25
7
17

Em termos de trabalhadores resgatados, tem-se:

POSIÇÃO
ESTADO
AÇÕES FISCAIS
RESGATADOS
GEFM RESG. 
SRTE RESG.
MINAS GERAIS
20
446
0
446
SÃO PAULO
19
419
03
416
PARA
68
141
125
16
BAHIA
17
135
0
135
GOIAS
25
133
0
133

As atividades com maior incidência de ações fiscais nas quais foram identificados trabalhadores em situação análoga à de escravo, em nível nacional, foram:

Atividade
Fiscalizações
Pecuária
44
Construção Civil
36
Agricultura
23
Outros
46
Total
149

Por sua vez, as atividades nas quais houve o maior número de trabalhadores resgatados, em nível nacional, foram:

Atividade
Resgatados
Construção Civil
849
Agricultura
342
Pecuária
276
Outros
596
Total
2063

No meio urbano, 35 ações fiscais foram realizadas do total de 300 ocorridas em 2013; 60 destas produziram o resgate de 1.068 trabalhadores. Os estados com maior número de ações fiscais foram:

UF
AÇÕES FISCAIS
RESGATADOS
Minas Gerais
14
367
São Paulo
16
360
Rio de Janeiro
6
129

Em Minas Gerais todos os trabalhadores “resgatados” no meio urbano realizavam as atividades no setor da Construção Civil. Em São Paulo apresenta-se o seguinte perfil:

Atividade
Resgatados
Fiscalizações
Indústria da Confecção
104
11
Indústria da Construção
256
5
Total
360
16

No Rio de Janeiro, 93 trabalhadores, em uma ação fiscal, foram resgatados no ramo de alimentação, sendo que o restante no da Construção Civil.

Fonte: Assessoria de Imprensa/MTE

sexta-feira, 2 de maio de 2014

TRT-RS e instituições parceiras renovam protocolo de cooperação técnica do Programa Trabalho Seguro


    Nesta segunda-feira (28), o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região e outras instituições gaúchas assinaram a renovação do protocolo de cooperação técnica do Programa Trabalho Seguro. O documento foi assinado no Salão Nobre do Tribunal, e tem por objetivo promover ações conjuntas visando à prevenção de acidentes de trabalho e de doenças ocupacionais. A data escolhida para a realização da solenidade fez referência ao Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho e ao Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho. Além do TRT-RS, o documento foi assinado por representantes da Secretaria Estadual da Saúde, da Procuradoria Regional do Trabalho da 4ª Região (PRT4), da Procuradoria Regional Federal da 4ª Região (PRF4), da Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 4ª Região (Amatra IV), do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal do RS (Sintrajufe-RS) e da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro).

    O evento contou com a presença do juiz do Trabalho Luiz Antonio Colussi, um dos gestores regionais do Programa Trabalho Seguro no TRT-RS. Em seu  pronunciamento, o magistrado elogiou a Administração do Tribunal por escolher o dia 28 de abril para a realização do evento. “Não é uma data para ser celebrada, mas para ser refletida”, afirmou. Colussi apontou as mortes e doenças decorrentes de acidentes de trabalho como uma chaga que deve ser eliminada. “Nosso compromisso é o de utilizar todas as nossas forças na luta pela prevenção”, concluiu.

    A solenidade foi encerrada com o discurso da presidente do TRT-RS, desembargadora Cleusa Regina Halfen. A presidente ressaltou a importância da iniciativa, ocorrida em um momento em que a economia do país está aquecida e há um grande número de acidentes de trabalho sendo noticiados. Referindo-se a um artigo publicado pelo juiz do Trabalho Luiz Antonio Colussi na imprensa, a presidente apontou médias nacionais que considera alarmantes: uma pessoa morre a cada três horas no Brasil em decorrência dos riscos existentes no ambiente do trabalho, e 81 acidentes ou doenças ocupacionais ocorrem por jornada. No entanto, ressaltou que o mesmo artigo mostra um pequena mas significativa queda nas estatísticas de 2012 para 2013: “O fato desses números estarem diminuindo já pode ser visto como algo positivo, e isso se deve, certamente, a iniciativas como esta que estamos presenciando. A divulgação deste programa é muito importante para que haja maior conscientização com relação ao tema. Agradeço aos envolvidos e desejo a continuidade do profícuo trabalho desenvolvido”, concluiu.

    Além da presidente do TRT-RS, compuseram a mesa da solenidade: Carmem Izabel Centena Gonzalez (vice-corregedora do TRT-RS), Rosângela Dornelles (chefe de gabinete da Secretaria Estadual da Saúde), Márcia Bacher Medeiros (procuradora do Trabalho da PRT4), Maria Beatriz Scaravaglione (procuradora regional federal da PRF4), Guilherme Schuck Candemil (superintendente regional do MTE), Rubens Fernando Clamer dos Santos Junior (vice-presidente da Amatra IV), Fagner Iohara Xavier Azeredo (diretor da secretaria de saúde e relações de trabalho do Sintrajufe), Paulo Altair Araújo Soares (representante da Fundacentro).

Programa Trabalho Seguro

    O Programa Trabalho Seguro foi criado em 2011 por iniciativa do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), em parceria com diversas instituições públicas e privadas, visando à formulação e execução de projetos e ações nacionais voltados à prevenção de acidentes de trabalho e ao fortalecimento da Política Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho. No âmbito de cada TRT, dois magistrados atuam como gestores regionais do programa, cabendo-lhes, entre outras atividades, estimular, coordenar e implementar as ações de prevenção de acidentes de trabalho, em colaboração com as instituições parceiras regionais. Os gestores do Núcleo Regional do Programa Trabalho Seguro no TRT-RS são o desembargador do Trabalho Raul Zoratto Sanvicente e o juiz do Trabalho Luiz Antônio Colussi.


sexta-feira, 22 de junho de 2012

domingo, 10 de junho de 2012

Operário morre após explosão em obra


Notícia retirada do site da Band.

"Trabalhador estava montando banana de dinamite quando celular tocou e artefato explodiu.
Um trabalhador da construção civil de Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, morreu, na tarde desta sexta-feira, após uma explosão.

De acordo com a Brigada Militar do município, Inédio Mendes, de 31 anos, estava dentro de uma escavadeira giratória, montando uma banana de dinamite, para ser usada na obra, quando o celular do operário tocou e o artefato explodiu.

Inédio foi socorrido imediatamente pela ambulância do SAMU, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo a Brigada Militar, o operário montava um explosivo por emulsão, que é acionado por controle remoto, à distância.

A polícia suspeita de que o sinal do aparelho celular tenha interferido no detonador e gerado a explosão."


Resenha do Pablo:

Esse acidente mostra a importância de dois fatores na SST: a antecipação dos riscos e a pesquisa da tarefa. É algo relativamente inusitado, mas se o equipamento é ativado por controle remoto deve ser levada em conta a probabilidade de outras frequências atrapalharem a ativação correta do explosivo.

A NR 19, que trata dos explosivos, diz que durante o manuseio de explosivos, é proibido manter objetos que não tenham relações. Infelizmente, o trabalhador não deve ter sido instruido da forma correta quanto à sua tarefa, o que levou a esse acidente. Espero que sirva como aviso para o SESMT da empresa e para todos que trabalham com explosivos.

Operário cai de andaime no Centro de Pelotas


Notícia retirada do Diário Popular de Pelotas.

Acidente ocorreu por volta das 15h desta segunda

"Diferentemente do que foi publicado neste site até as 18h25min desta
segunda-feira (28), a queda foi de uma altura de 4 metros.

O operário de uma empresa que presta serviço de instalação em prédios
caiu de uma altura de 4 metros, enquanto se preparava para entrar no
andaime. O acidente foi por volta das 15h desta segunda-feira (28), na
rua Voluntários da Pátria com calçadão da Andrade Neves, em Pelotas.

A queda teria ocorrido porque as buchas de sustentação da estrutura em
madeira presa ao edifício não teriam suportado o peso e se
desprenderam da parede. A vítima estava com todo o equipamento de
segurança, exceto preso à corda, uma vez que ainda não estava no
andaime. Durante o atendimento da equipe do Serviço Atendimento Móvel
de Urgência (Samu), a vítima chegou a prestar informações aos médicos.
Em princípio, o operário teve ferimentos na cabeça e na perna.

"Buchas são de primeira qualidade", diz colega de serviço
O colega de serviço que estava no andaime ficou impressionado. “As
buchas de sustentação são de primeira qualidade. Não entendo o que
aconteceu.” O acidente só não teve proporções maiores, pois ninguém
passava pela calçada no momento da queda."


Resenha do Adroaldo:

Em pleno século XXI ainda temos acidentes por queda de nível, estes,
infelizmente, não são casos isolados.

A norma regulamentadora nº 18, que trata das Condições e Meio Ambiente
de Trabalho na Indústria da Construção, diz que: “os sistemas de
fixação e sustentação e as estruturas de apoio dos andaimes suspensos
devem possuir projeto elaborado por profissional legalmente
habilitado”. E ainda: "para trabalhos acima de dois metros de altura o
trabalhador deve usar  cinto de segurança tipo paraquedista ligado ao
trava-quedas de segurança", e mais importante, este deve estar ligado
a um cabo-guia que deve estar fixado em estrutura independente da
estrutura de fixação do andaime.
No acidente descrito, foi relatado que o trabalhador estava com todos
os equipamentos de segurança... , mas, onde estava a linha de vida? Se
houvesse, mesmo antes de entrar no andaime o trabalhador já deveria
estar ancorado.

sábado, 2 de junho de 2012

NR - 24: Consulta Pública

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) submete a Consulta Pública, por meio da Portaria n.º 320 de 23 de maio de 2012, a proposta de alteração da Norma Regulamentadora n.º 24 (Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho).

Os Interessados terão, a contar da data de publicação desta portaria, o prazo de sessenta dias para o envio de sugestões por e-mail: normatizacao.sit@mte.gov.br ou via correio para o endereço: MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO, Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho, Coordenação-Geral de Normatização e Programas (Esplanada dos Ministérios - Bloco “F” - Anexo “B” - 1º Andar - Sala 107 - CEP 70059-900 - Brasília/DF).


quinta-feira, 31 de maio de 2012

Câmara aprova confisco de terras de quem explora trabalho escravo.

PEC do Trabalho Escravo agora seguirá para votação no Senado.
Deputados criarão grupo para elaborar regulamentação da proposta.


A Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (22), em segundo turno, proposta de emenda à Constituição que prevê a expropriação, sem pagamento de indenização, de propriedades rurais e urbanas que explorem trabalho escravo. Pelo texto da chamada PEC do Trabalho Escravo, as terras expropriadas serão destinadas à reforma agrária e a programas de habitação popular.
A proposta foi aprovada com 360 votos a favor, 29 contra e 25 abstenções. A PEC segue para votação no Senado, já que sofreu alterações na Câmara. Por se tratar de proposta que altera a Constituição, o texto poderá retornar à Câmara se for novamente alterado no Senado. Isto porque para alterar a Constituição Federal é preciso que as duas Casas aprovem a mesma redação.
Na Câmara, a proposta foi apresentada em 2001 a foi aprovada em primeiro turno em 2004. Desde então, ficou com a tramitação praticamente parada na Casa.

O texto aprovado pelos deputados nesta terça estabelece que serão expropriadas "propriedades rurais e urbanas de qualquer região do país onde forem localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas ou a exploração do trabalho escravo". As terras nesta situação serão "destinadas à reforma agrária e a programas de habitação popular, sem qualquer indenização, ao proprietário e sem prejuízo de outras sanções previstas em lei."

Ainda segundo a PEC, empresas, indústrias e fazendas que tenham trabalhadores em situação degradante poderão ter suas propriedades confiscadas. Fiscais do Ministério do Trabalho autuariam as propriedades que exploram trabalho escravo e encaminhariam o caso ao Ministério Público, que então terá a prerrogativa de pedir a abertura de processo na Justiça para a expropriação das terras. Como em todo processo judicial, o proprietário terá direito de defesa e de recorrer de eventuais sentenças condenatórias.


Críticas
A proposta foi criticada por parlamentares ligados à bancada ruralista pelo fato de não detalhar os critérios que serão utilizados para caracterizar situações análogas à escravidão. Para o deputado Luiz Carlos Heinze (PP-RS), integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária, o texto pode ensejar "abuso de poder" por parte de fiscais do Ministério do Trabalho.

"Não sou a favor de trabalho escravo, mas sem definir essa questão seria irresponsável deixar ao arbítrio de um fiscal a expropriação da terra", afirmou. Apesar das críticas, todos os partidos, com exceção do PTB, recomendaram voto a favor da matéria.
Para deputados ligados ao agronegócio, as atuais definições da lei sobre o trabalho escravo (leia abaixo) são muito "genéricas". Para resolver a questão, eles estudam criar um grupo de trabalho na Câmara para elaborar um projeto de lei que regulamente a PEC e traga critérios objetivos para definir "trabalho escravo".

Outro grupo de deputados contesta a iniciativa, sob o argumento de que os fiscais do Ministério do Trabalho não irão agir de forma arbitrária.

"Não precisa de lei ordinária para dizer o que é trabalho escravo no Brasil. Toda criança sabe, os fiscais sabem, eles não agem de modo próprio, tem o acompanhamento do Ministério Público, tem o devido processo legal. Dizer que o fiscal do trabalho é que é responsável por identificar o trabalho em condições análogas a escravidão no Brasil é 'conversa pra boi dormir'", disse o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).

Para o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, Domingos Dutra (PT-MA), a aprovação da PEC "vai significar a segunda abolição da escravatura no Brasil". Após a aprovação da proposta, os deputados cantaram o hino nacional e abriram uma bandeira do Brasil. "O Parlamento brasileiro está de parabéns pela maneira como tem conduzido esse debate", comemorou o presidente da Câmara, Marco Maia.
Legislação atual
Atualmente o Código Penal define a exploração de trabalho escravo no artigo 149: "Reduzir alguém a condição análoga à de escravo, quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto."

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) também traz definições sobre trabalho forçado. Pela Convenção sobre a Escravatura de 1926, da qual o Brasil é signatário, trabalho escravo compreende "o estado ou condição de um indivíduo sobre o qual se exercem, total ou parcialmente, os atributos do direito de propriedade."

No entanto, para os ruralistas essas definições são muito "genéricas". Para resolver a questão, os deputados estudam criar um grupo de trabalho na Câmara para elaborar um projeto de lei que regulamente a PEC e traga critérios objetivos para definir "trabalho escravo".


Fonte.


Post feito pro Clarice Bueno.

domingo, 27 de maio de 2012

NR-18, NR-28 e NR-34 sofrem alterações.


A Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) publicou a Portaria nº 318, de 8 de maio de 2012, que altera a Norma Regulamentadora nº 18.

Pontos Alterados:
  • Subitem 18.15.56.1
  • Alínea “b” do subitem 18.15.56.2
  • Subitem 18.15.56.5



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No dia 18 de maio foi publicada, no Diário Oficial da União, a Portaria nº 319, de 15 de maio, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que altera a Norma Regulamentadora n.º 28.

Pontos Alterados:
  • Inserção do Anexo IA - Valores e multas específicas de trabalho portuário
  • Alteração no Anexo II - Fiscalização e Penalidades



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A SIT também publicou a Portaria nº 317, de 8 de maio, que altera a Norma Regulamentadora nº 34.
 
Pontos Alterados:
  •  Alíneas  “a” e “b” do subitem 34.6.5.2
  •  Alíneas  “a” e “b” do subitem 34.6.9.9.1
 

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Gestão de Riscos - resenha da palestra de Jaques Sherique em 24/04/12.


No dia 24 de Abril de 2012, as turmas de Segurança do Trabalho do IFRS fizeram uma visita técnica à FIEMA. A maioria dos alunos apenas visitou a Feira em si, mas alguns participaram de um dos eventos simultâneos, o Seminário de Segurança do Trabalho. Nele, o engenheiro Jaques Sherique  falou sobre o sistema de Gestão de Riscos. Como um dos alunos que assistiram o curso, irei fazer uma breve resenha sobre a palestra. 

O Seminário 
Ocorrendo pela manhã, a série de palestras que formaram o segundo Seminário de Segurança do Trabalho foram voltadas para o público de SST, que também se encontrava em casa na FIEMA em si. Reunindo quatro renomados engenheiros do trabalho, o Seminário foi um grande diferencial para todos que conseguiram assisti-lo. O material dos seminários foi disponibilizado pela FIEMA neste link

O Palestrante 
Jaques Sherique é engenheiro mecânico com pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho. Foi diretor do Departamento Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador do Ministério do Trabalho, de 1991 a 1992. Recebeu a comenda “Distinção Profissional 2001, da FENATEST/ABPA, medalha Jubileu de Prata “Antonio Carlos Barbosa Teixeira”, pelos 25 anos de serviços prestados a Engenharia de Segurança do Trabalho, da SOBES em novembro de 2003 [informações retiradas daqui]. 

Clique abaixo para continuar lendo.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Pessoal segue dica dada pela Professora Maria Claúdia, é uma mostra de cinema  gratuita!!!

 VALE CONFERIR!!!


MOSTRA “TRABALHO, TRABALHADORES”

22 de maio a 03 de junho de 2012
Entrada Franca





Como vem fazendo todos os anos desde a sua inauguração, o CineBancários com o patrocínio do Banrisul, através do financiamento daLei Federal de Incentivo à Cultura, e com o apoio da Cinemateca da Embaixada da França e Programadora Brasil, realiza novamente uma mostra reunindo filmes sobre o universo do trabalho.
Em 2012, decidimos privilegiar uma seleção de títulos que abordam diferentes profissões, acompanhando trabalhadores das mais variadas áreas no exercício de suas atividades. Da atriz que batalha pela sua sobrevivência em Riscado aos dançarinos da Ópera de Paris em sua exaustiva rotina de ensaios de A Dança - O Balé da Ópera de Paris, dos agricultores italianos da obra-prima do cinema italiano A Árvore dos Tamancos aos feirantes do clássico brasileiro A Grande Feira, passando pela vida nada fácil das prostitutas de L’Appolonide - Os Amores da Casa de Tolerância ou dos operários de Beijo 2348/72. A mostra Trabalho, Trabalhadores também abre espaço para uma série de raros documentários que registram as lutas dos movimentos sindicais em várias partes do mundo. Entre os títulos, destaque para o programaRedemocratização - As Greves de 1979, que apresenta três momentos emblemáticos do documentário brasileiro, registrando as greves do ABC na década de 1970: ABC Brasil, de Sérgio Péo; Greve de Março, de Renato Tapajós; e Greve!, de João Batista de Andrade. Verdadeirosregistros sobre a história recente do país, estes filmes permanecem praticamente desconhecidos pelo público, podendo agora ser descobertos por uma nova geração de espectadores.
Desta forma, o CineBancários segue praticando a sua vocação primeira, que é a de oferecer uma programação diferenciada, na qual se combinam a relevância política e a qualidade estética.

LOCAL:   CineBancários: Rua General Câmara, nº 424 - Centro Porto Alegre- Fone (51) 3433-1204
Funcionamento: De terça a domingo
Sessões: De terça à domingo: 15h, 17h e 19h